Entender a função de cada sensor e o que interfere em seu funcionamento ajuda a evitar diagnósticos incorretos e a substituição desnecessárias de peças
Embora desempenhem funções diferentes, os sensores MAP e MAF têm o mesmo objetivo de fornecer informações essenciais, a informação é fundamental para determinar a massa de ar que ingressa no motor. Essa informação serve para que a unidade de comando eletrônica calcule a quantidade de combustível necessária para a combustão. O resultado é uma mistura adequada entre ar e combustível, com impactos diretos no consumo, no desempenho do motor e nas emissões de gases.
A Niterra, detentora da marca NTK, especialista em componentes automotivos, reúne detalhes técnicos e os principais mitos sobre os sensores MAP e MAF. Para apoiar o trabalho do mecânico no dia a dia, a marca detalha as verdades e mitos para o funcionamento dessas peças.
1- Mito: MAP e MAF são o mesmo sensor.
Verdade: Os dois fornecem informações importantes para o Electronic Control Unit (ECU), mas desempenham funções diferentes. O sensor MAF (Mass Air Flow) mede diretamente a massa de ar admitida pelo motor, já o sensor MAP (Manifold Absolute Pressure) mede a pressão absoluta no coletor de admissão, permitindo que a central eletrônica calcule a massa de ar que ingressa no motor nos sistemas baseados na estratégia Speed Density.
2- Mito: Todo veículo equipado com injeção eletrônica utiliza sensor MAF.
Verdade: Alguns sistemas utilizam apenas o sensor MAP, neste caso, são utilizadas informações de pressão, temperatura e volume para o cálculo da
massa de ar. Dessa forma, em vez de medir a massa de ar diretamente, o sistema calcula a massa a partir das informações do sensor MAP, da temperatura do ar de admissão e de parâmetros do próprio motor, como a eficiência volumétrica para calcular a massa de ar admitida pelo motor. A vantagem em utilizar o sistema Speed Density é em relação ao custo.
3- Mito: Se o sensor apresenta falha, o problema é sempre eletrônico.
Verdade: Estes sensores possuem uma alimentação que é proveniente do módulo de injeção (ECU), essa alimentação deve ser verificada, bem como o
sinal gerado pelo sensor. Diversos fatores externos podem comprometer o sinal gerado pelos sensores. Fatores externos como poeira, óleo, água, vibração e
entrada de ar falso no sistema de admissão estão entre as principais causas de deterioração do desempenho dos sensores MAP e MAF.
4- Mito: Um sensor com problema faz apenas a luz da injeção acender.
Verdade: Diversos motivos podem fazer a luz de injeção acender no painel, gerando falhas de funcionamento ou não. O acendimento da luz é decorrente de
uma estratégia de diagnóstico, baseado nos sinais gerados pelos sensores. A falha pode ou não estar ligada ao sensor, sendo necessário um diagnóstico mais
profundo.
5- Mito: Alguns minutos de exposição à sujeira não afetam o sensor MAF.
Verdade: Partículas de poeira, pequenas folhas e até mesmo insetos, quando aderidos à superfície de detecção podem interferir na precisão da leitura do
sensor. Filtros de ar inadequados, desgastados, mal instalados ou vazamentos nos dutos de admissão favorecem essa contaminação.
6- Mito: O sensor MAP mede apenas a pressão do coletor.
Verdade: Em algumas aplicações, o sensor MAP também incorpora um sensor de temperatura do ar e também podem ser utilizados para medir a pressão de sobrealimentação em motores turbo, neste caso, há sensores MAP especiais que podem medir pressões acima da atmosférica, possibilitando o controle de
pressão de sobrealimentação (turbo).
“Os sistemas de gerenciamento eletrônico evoluíram e fornecem uma quantidade cada vez maior de informações para o diagnóstico. No entanto, o sensor,
isoladamente, raramente conta toda a história. O reparo assertivo depende da interpretação dos dados e da análise do conjunto do sistema. Quanto maior o entendimento sobre a função de cada componente, maior a precisão do diagnóstico e menor o risco de substituições desnecessárias”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra do Brasil
A NTK dispõe de uma linha completa de sensores desenvolvida para suprir as exigências das montadoras e cobrir a frota circulante com precisão técnica. O
portfólio abrange uma ampla linha de sensores e interruptores de óleo, possibilitando o correto reparo do veículo a um custo acessível, consulte os catálogos de aplicação da NGK e NTK disponíveis em nosso mercado.