No marco do Mês da Inovação, a Niterra do Brasil — multinacional de origem japonesa detentora das consagradas marcas NGK e NTK — reforça sua estratégia de competitividade industrial e transformação de processos por meio do protagonismo de suas equipes. Nos dias 21 e 22 de outubro, a companhia realizou o CCQ Pitch Day, evento que reúne 300 profissionais organizados em 43 grupos de trabalho para apresentar, debater e validar soluções práticas desenvolvidas a partir da metodologia do Círculo de Controle da Qualidade (CCQ) e da Filosofia Kaizen.
Aplicado nas operações brasileiras desde 1979, o CCQ foi ressignificado pela Niterra do Brasil como um programa que incentiva os colaboradores a identificarem oportunidades e implementarem melhorias reais em nossos
processos. Estruturado com base no ciclo PDCA (Planejar, Fazer, Checar e Agir), o Pitch Day de 2026 foca na etapa de Planejamento, funcionando como um laboratório corporativo de ideação ágil, no qual os grupos recebem feedbacks cruzados para fortalecer propostas antes da implementação. Ao final dos dois dias, quatro projetos são reconhecidos como destaques, demonstrando a capacidade de cada um colocar o aprendizado em prática e aprimorar o que já foi feito
“A inovação genuína em uma indústria de alta precisão não acontece de maneira isolada, em laboratórios. Na prática ela nasce da observação crítica de quem vivencia os processos diariamente no chão de fábrica. O CCQ e o Kaizen comprovam que a tecnologia só atinge seu potencial máximo quando alinhada ao desenvolvimento humano e à autonomia dos nossos times para propor soluções sustentáveis e seguras”, afirma Renato Segura, gerente da divisão técnica de produto da Niterra do Brasil.
No começo do ano, os projetos desenvolvidos internamente demonstram a maturidade técnica da operação brasileira, combinando eficiência operacional, inovação e práticas alinhadas às metas globais ESG da companhia:
● Sustentabilidade de processos e economia circular: O grupo Lowcost, vencedor do ciclo anual do CCQ, desenvolveu uma nova solução para a montagem de cabos de ignição, focada em eficiência e sustentabilidade. A
inovação permitiu otimizar o processo fabril e eliminar insumos químicos, resultando em uma produção mais limpa, ágil e com menor impacto ambiental.
● Manufatura aditiva (Impressão 3D) e qualidade assegurada: O grupo Isolação utilizou ferramentas da qualidade para investigar não conformidades no processo e desenvolveu internamente, via impressão 3D, um gabarito de baixo custo. A solução corrigiu o problema e gerou uma redução expressiva de 94,7% no índice de defeitos na linha modelo, unindo agilidade de prototipagem à precisão milimétrica.
● Autonomia, automação e validação na cadeia automotiva: O grupo Mãos à Obra desenvolveu uma solução de interface homem-máquina para regulagem direta de robôs no processo de fabricação. A inovação descentralizou ajustes técnicos, reduziu tempos de parada de linha e foi rapidamente escalada para outras 15 máquinas do parque fabril. O projeto superou os muros da fábrica e conquistou reconhecimento externo: após disputar com 52 projetos de fornecedores de todo o país, o time garantiu vaga entre os 8 finalistas do HCNCS-2026, defendendo a
solução diretamente no complexo industrial da Honda (montadora em Manaus).
Ao aliar quase nove décadas de domínio em cerâmica técnica avançada a uma rotina de evolução diária e digitalização de processos, a Niterra do Brasil reafirma o papel do complexo fabril de Mogi das Cruzes como polo de excelência, segurança operacional e soluções regenerativas para a indústria global.